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Placas Mercosul podem sofrer mudanças ainda em 2022

Em circulação no Brasil desde 2018, a placa Mercosul passou a substituir a antiga placa cinza, que identificava, além dos números, a cidade e Estado de origem do veículo. 

 

O principal objetivo da mudança foi padronizar as placas de veículos dos países integrantes do bloco Mercosul, e principalmente dificultar falsificações. 

 

Quatro anos após as mudanças, será que o objetivo foi cumprido? Detrans e fabricantes de placas veiculares têm pressionado o governo para mudanças no sistema de identificação, argumentando que o número de fraudes, na verdade, aumentou. 

 

Saiba quais são as solicitações feitas para as mudanças na placa Mercosul e seus desdobramentos para o mercado veicular!

Entenda qual a situação da placa Mercosul e o que está sendo solicitado

Há aproximadamente 4 anos, a nova placa Mercosul causou estranhamento em quem estava acostumado com a placa cinza, utilizada desde 1990. A justificativa para a mudança era reduzir fraudes e padronizar o emplacamento entre veículos do bloco econômico. 

 

Mas a mudança não tem agradado os Departamentos de Trânsito, segundo o órgão, a troca não trouxe benefícios para o combate a fraudes, mas sim facilitou a ação de criminosos. 

 

O Ministério da Infraestrutura realizou uma consulta pública, encerrada no dia 17 de Março de 2022, obtendo cerca de 305 respostas que em sua maioria reivindicam as mesmas alterações propostas desde o ano passado pelos Detrans, que são:   

  • Iniciativas contra fraudes e clonagens

  • Ações para reduzir os preços ao consumidor

  • Retorno da identificação de município e Estado nas placas. 

 

Os solicitantes esperam que o Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) consiga atender pelo menos a parte dos pedidos até a metade de 2022. 

 

Os pedidos não são novidade para quem acompanha os desdobramentos desde que a nova PIV (Placa de Identificação Veicular) passou a ser utilizada, no ano passado a AND (Associação Nacional de Detrans) apresentou à pasta da infraestrutura uma série de propostas para melhorar o padrão Mercosul. 

 

Uma das solicitações mais pertinentes é o fim do sistema de solicitação para contratar as empresas de estampagem de placas,  que antes era responsabilidade de cada Departamento Estadual de Trânsito e feita por meio de credenciamento.

 

O órgão afirma que o número de estampadoras cresceu exponencialmente na maioria dos Estados, mas não houve um esforço proporcional das equipes de fiscalização dos Detrans para evitar as falsificações. 

 

Outro ponto importante é o “sistema de livre mercado” em que cada fabricante tem liberdade para arbitrar sobre o preço cobrado, elevando o custo ao cidadão e reduzindo a arrecadação, segundo os departamentos estaduais, que não podem mais autorizar o valor do emplacamento.

Placas Mercosul: entenda como a mudança foi feita

Inicialmente, a placa Mercosul passou a circular no Rio de Janeiro em Setembro de 2018, e em 2020 tornou-se obrigatória para todo o território nacional. O Brasil foi o 3º país do bloco econômico a adotar a mudança, os primeiros foram Uruguai (2015), Argentina (2016) e por último, após o Brasil, Paraguai (2019). 

 

Para quem a placa mercosul é obrigatória?

1 – Todos os veículos novos.

2 – Se a placa cinza estiver com desgaste ou danificada impossibilitando a identificação. 

3 – Veículos que mudaram de categoria ou unidade federativa.

4 – Veículos que tiveram a placa roubada, perdida ou extraviada. 

 

A troca já nasceu com polêmicas, pois retirava os itens mais importantes de segurança que eram utilizados para prevenção de fraudes, como lacre, brasão dos municípios, ondas sinusoidais e efeito difrativo no acabamento, facilitando fraudes. 

 

A nova placa teve como principal alteração a inserção de um QR Code, a ideia é que com esse código de barras bidimensionais dinâmico fosse mais fácil rastreá-la e evitar clonagens e falsificações. Mas especialistas dizem que não é bem assim, afirmando que sim, o QR Code é fácil de copiar e há inúmeros casos de placas clonadas com cópia do código original.

A ausência de homologação de insumos também tem sido uma grande preocupação, pois faz com que as placas fabricadas com diferentes materiais possam ser comercializadas sem uma padronização específica, e também facilita a ação de bandidos.

Afinal, a solicitação será atendida?

O Ministério da Infraestrutura diz que a consulta foi feita para receber contribuições da sociedade civil, mas não garante que as mudanças serão atendidas. 

 

“A minuta foi submetida à consulta para atender o pilar de participação social na elaboração dos normativos de trânsito. Após analisar as sugestões da sociedade, um documento consolidado será elaborado para discussão no Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Desta forma, não há como se falar em qualquer tipo de mudança na placa Mercosul neste momento”, afirmou a pasta, por meio de nota. 

 

Apesar da mobilização por parte dos Detrans e associações de fabricantes de placas, no mesmo dia do encerramento da consulta pública, dia 17 de Março, a placa Mercosul sofreu mais uma alteração que pode pôr em risco o combate a fraudes. 

A resolução aprovada pelo Contran exclui itens como filme térmico com inscrição “Mercosul Brasil Mercosul” e a marca d’água com emblema do Mercosul das placas pretas de veículos colecionáveis.

Saiba como prevenir sua empresa de fraudes na placa Mercosul

Em meio a polêmicas das alterações que podem ser feitas ou não, as empresas devem ficar ainda mais atentas aos riscos de placas adulteradas ao realizar avaliações. 

 

Levamos a prevenção a fraudes a sério aqui na Infocar, e por isso nossas bases de dados são atualizadas diariamente para evitar qualquer mínimo tipo de erro. 

 

Nossa inteligência artificial ajuda a identificar a placa, entregando as informações corretas sobre características técnicas e de histórico do veículo, facilitando as análises para seguradoras, consórcios, concessionárias, fintechs, entre outros mercados. 

 

É importante lembrar que caso o proprietário do veículo queira alterar a placa voluntariamente, sem cumprir os critérios de obrigatoriedade legislativos, precisa realizar uma vistoria veicular para efetuar a substituição e emitir um novo CRV (Certificado de Registro Veicular). 

 

Para vistorias veiculares, contamos com o Infovist, nossa solução totalmente digital e personalizável para realizar avaliações com segurança. Nossa inteligência artificial garante leitura da placa e identificação de documentos, além da verificação foto a foto, identificando qualquer tipo de erro. 

 

A atenção dos Detrans e fabricantes é totalmente justificável, por isso, é importante que as empresas estejam atentas e saibam como validar as informações para negociar com segurança.

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